As importações brasileiras de T-shirts e camisetas de malha somaram US$ 273 milhões nos últimos 12 meses, alta de 42,9% em relação ao período anterior.
Os dados do MDIC/Comex Stat analisados pela WM Trading mostram aumento no volume de camisetas importadas e também uma mudança no perfil das compras externas, com maior avanço das fibras sintéticas.
Fonte: MDIC/Comex Stat
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| Mês | Valor FOB (US$ milhões) |
|---|---|
| ago./25 | US$ 21,1 mi |
| set./25 | US$ 19,8 mi |
| out./25 | US$ 28,1 mi |
| nov./25 | US$ 22,5 mi |
| dez./25 | US$ 20,6 mi |
| jan./26 | US$ 29,6 mi |
| fev./26 | US$ 21,0 mi |
| mar./26 | US$ 22,1 mi |
| abr./26 | US$ 21,9 mi |
| mai./26 | US$ 19,1 mi |
| jun./26 | US$ 22,6 mi |
| jul./26 | US$ 25,1 mi |
Três perfis de produto para diferentes origens
Nos últimos 12 meses, as camisetas de algodão avançaram 22%, enquanto as classificadas em outras fibras e materiais sintéticos cresceram 87%.
A China liderou as importações, com 21,8% do valor total, seguida pelo Peru, com 21%, e por Bangladesh, com 14%.
Apesar da proximidade na participação de cada país, há diferenças importantes na composição das camisetas importadas. No Peru, 99% das camisetas importadas pelo Brasil são de algodão, com valor médio de US$ 27,7 por quilo. Na China, o algodão representa 29% das exportações para o Brasil e o valor médio é de US$ 11,3 por quilo. Bangladesh combina 85% de algodão com valor médio de US$ 16,9 por quilo.
Fonte: MDIC/Comex Stat
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| Origem | Algodão (%) | Outras fibras (%) | Valor médio (US$/kg) |
|---|---|---|---|
| China | 29% | 71% | US$ 11,3/kg |
| Peru | 99% | 1% | US$ 27,7/kg |
| Bangladesh | 85% | 15% | US$ 16,9/kg |
Muito além do preço
O caso peruano mostra por que a escolha de um fornecedor internacional não pode se basear apenas no menor preço. Mesmo com valor médio significativamente superior, o Peru mantém participação em valor muito próxima à da China. Isso ocorre principalmente pela oferta de produtos de algodão, com uma indústria têxtil que utiliza matérias-primas como Pima e Tangüis como elementos de diferenciação.
Por outro lado, a China combina escala produtiva, maior presença de fibras sintéticas e preço médio menor. Bangladesh ocupa uma posição intermediária, com forte participação do algodão e custos abaixo do padrão peruano.
Escolha o fornecedor ideal e importe com quem entende
A escolha do país de origem deve considerar matéria-prima, especificações, qualidade, escala mínima, prazo de produção, logística, condições de pagamento e custo total. Um produto com preço FOB menor pode deixar de ser a alternativa mais competitiva quando frete, prazo ou volume mínimo, por exemplo, entram na conta.
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