A importação brasileira de circuitos integrados e microconjuntos eletrônicos (chips) atingiu US$ 789,6 milhões em junho de 2026, o maior valor mensal da série recente. No acumulado de 12 meses, as compras externas chegaram a US$ 6,9 bilhões, alta de 22,5% em relação ao período anterior.
A análise da WM Trading, com base em dados do MDIC/Comex Stat, mostra que o avanço da conta de tecnologia não está associado apenas a uma ampliação das compras físicas. O principal motivo para a alta é o preço.
Chips importados estão mais caros
Nos últimos 12 meses, o volume importado de circuitos integrados permaneceu praticamente estável, enquanto o preço médio avançou cerca de 29%. Na prática, empresas brasileiras passaram a pagar mais para importar um volume semelhante de componentes eletrônicos.
O movimento acompanha a pressão global sobre a cadeia de semicondutores, especialmente em produtos usados em servidores, computadores, equipamentos de rede e infraestrutura de processamento.
Importação de módulos de memória no Brasil
O comportamento dos módulos de memória torna esse cenário ainda mais evidente. As importações desse produto somaram US$ 320 milhões em 12 meses, alta de 156%. O preço médio mais que dobrou entre junho de 2025 e junho 2026, com avanço de 161%, enquanto o volume físico ficou praticamente estável.
Esse fenômeno é conhecido no mercado de tecnologia como “Memflation”: a inflação dos chips de memória. Em termos simples, componentes que representam parte relevante do custo de computadores, servidores e equipamentos eletrônicos passaram a custar mais, mesmo sem uma expansão proporcional da quantidade importada.
Origem das importações
A Coreia do Sul respondeu por 31% do valor importado em circuitos integrados nos últimos 12 meses, seguida por China, com 28,8%, e Taiwan, com 17%. Nos módulos de memória, China liderou com 38%, à frente de Coreia do Sul, com 21,3%, e Vietnã, com 20,1%.
O que a memflation muda para empresas importadoras?
A alta dos preços tende a pressionar custos de importadores de informática, fabricantes, distribuidores, integradores de sistemas e empresas que investem em data centers. Também afeta projetos que dependem de renovação de infraestrutura tecnológica, automação e capacidade de processamento.
Por isso, agora, mais do que nunca, é o momento para que as empresas brasileiras planejem suas compras, avaliem prazos de reposição e negociem com antecedência. Mesmo com o aumento dos preços, é possível manter controle de custos, previsibilidade e eficiência na importação. A WM Trading atua no planejamento completo de operações de importação, integrando estratégia tributária, logística e operacional.
Uma importação bem estruturada pode reduzir exposição a atrasos, oscilações cambiais e mudanças nas condições comerciais, além de manter o controle de custos e a eficiência.
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