Entre 4 e 6 de agosto, São Paulo reúne empresas e especialistas ligados ao setor de proteína animal no Brasil no SIAVS 2026, uma feira que apresenta as novidades da avicultura, bovinocultura, suinocultura e peixes de cultivo.
Este é um mercado que tem ganhado cada vez mais relevância no comércio exterior brasileiro. No primeiro semestre de 2026, as exportações de proteína animal somaram US$ 18,0 bilhões, alta de 23,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados do MDIC analisados pela WM Trading.
Os números reforçam a força do setor na pauta exportadora, mas também revelam outro movimento importante: para sustentar a produção, o Brasil importa muita tecnologia, vacinas e equipamentos, mostrando sinais de expansão da capacidade produtiva no país.
Exportações mostram força do setor
A carne bovina liderou o avanço da exportação de proteína animal brasileira no semestre. As exportações do segmento atingiram US$ 9,35 bilhões, crescimento de 37,8% em valor frente ao primeiro semestre de 2025.
As carnes de aves também mantiveram um ritmo positivo, com alta de 18,2% e receita de US$ 5,13 bilhões. Já as exportações de carne suína chegaram a US$ 1,83 bilhão, avanço de 9,2%.
A China é o principal destino da proteína animal brasileira. O país respondeu por 32,3% da receita exportada no primeiro semestre de 2026 e concentrou US$ 1,81 bilhão dos US$ 3,47 bilhões adicionados às exportações do setor no semestre, o equivalente a 52% do crescimento total.
Confira os principais estados exportadores do Brasil:
Importações sinalizam expansão
A importação de insumos ligados à proteína animal somou US$ 1,29 bilhão entre janeiro e junho de 2026. O total ficou 4,0% abaixo do mesmo período do ano anterior, mas a composição das compras mudou.
Já as importações relacionadas à ampliação e modernização da produção avançaram: houve uma alta de 41,0% nas máquinas para abate e processamento, passando de US$ 39,5 milhões para US$ 55,7 milhões.
As máquinas para avicultura e pecuária tiveram alta de 33,4%, atingindo US$ 125,6 milhões. Já as importações de genética avícola, suína e ovos férteis cresceram 20,8%, para US$ 92,3 milhões. Somados, esses três grupos passaram de US$ 210,1 milhões para US$ 273,6 milhões no semestre, alta de 30,2%.
O investimento nesses equipamentos tende a ampliar produtividade, modernizar plantas, aumentar escala e gerar efeitos nos próximos ciclos de produção e exportação. Isso é confirmado pelas projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) para 2026, que indicam crescimento da produção e das exportações de frango, suínos e ovos.
De onde vêm os insumos estratégicos?
A China tem participação relevante nos insumos destinados ao setor, liderando as importações brasileiras de aminoácidos, vitaminas, cloreto de colina e fosfatos.
Em seguida, vem os Estados Unidos, com fornecendo genética avícola e suína, ovos férteis, vacinas veterinárias e premix para o Brasil. A Dinamarca entra na lista liderando as importações de enzimas.
Na área de equipamentos, a Holanda se destaca nas máquinas para abate e processamento, com 56% de participação. Alemanha e Japão também aparecem entre as origens relevantes.
Planeje sua importação com quem entende
Para empresas que dependem de insumos ou tecnologia para produção animal, é importante acompanhar disponibilidade, origens das cargas, prazos de fornecimento, condições comerciais e alternativas de mercado.
Uma importação bem estruturada pode reduzir a exposição a atrasos, oscilações cambiais e mudanças nas condições comerciais, além de manter o controle de custos e a eficiência da operação.
A WM Trading apoia empresas na importação de insumos para nutrição animal, genética, vacinas, máquinas e equipamentos para processamento, com planejamento tributário, aduaneiro e logístico para operações mais seguras e previsíveis.
