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Acordo Mercosul–UE: o que muda nas suas operações?

Depois de mais de 25 anos de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia finalmente saiu do papel e voltou ao centro das discussões estratégicas no comércio exterior. 

O tratado foi assinado em janeiro de 2026, mas ainda não está em vigor. Mesmo assim, ele já merece a atenção de importadores e exportadores brasileiros, porque tende a reduzir tarifas de importação, simplificar acessos a fornecedores europeus, melhorar a previsibilidade regulatória e abrir espaço para renegociação de contratos, revisão de cadeias de suprimento e ganho real de competitividade.

Quem se antecipa consegue estruturar compras internacionais mais eficientes, ajustar preços e posicionar melhor seus produtos no mercado interno. 

Neste artigo, reunimos os principais pontos do acordo e esclarecemos o que, de fato, muda para a sua operação. 

O que é o acordo Mercosul–UE? 

O acordo Mercosul–União Europeia cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, envolvendo mais de 700 milhões de consumidores. De um lado estão Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai; do outro, os 27 países da União Europeia. 

O objetivo dele é reduzir barreiras tarifárias e não tarifárias, aumentar a previsibilidade regulatória e ampliar o acesso a mercados estratégicos para ambos os blocos. Para os importadores brasileiros, isso significa mais competitividade, possibilidade de redução de custos e maior segurança para estruturar compras internacionais de médio e longo prazo. 

Quais produtos devem ser afetados? 

O texto do acordo prevê a eliminação ou redução de tarifas em cerca de 90% do comércio de bens, de forma gradual, com prazos que podem chegar a 10 ou 15 anos, dependendo do produto e do seu respectivo NCM. 

Entre os principais grupos contemplados estão: 

  • máquinas e equipamentos industriais 
  • autopeças 
  • produtos químicos 
  • alimentos processados 
  • carnes, café, açúcar e etanol 

Para os importadores brasileiros, o ganho efetivo nas tarifas vai depender da correta classificação fiscal, o atendimento às regras de origem e o enquadramento no cronograma tarifário específico do acordo. Ou seja, não existe um benefício “automático” a ser aplicado — ele exige análise técnica e planejamento prévio da operação. 

Produtos sensíveis, cotas e mecanismos de proteção 

Nem todos os produtos entram em liberalização plena. Para itens considerados sensíveis, o acordo prevê mecanismos de controle, como: 

  • cotas de importação, com volume limitado beneficiado por tarifa reduzida; 
  • períodos de transição mais longos antes de qualquer redução relevante; e 
  • mecanismos de salvaguarda, que permitem reações dos governos em caso de impacto excessivo sobre produtores locais.
 Na prática, isso significa que nem todo produto europeu terá queda imediata de imposto. O importador precisará avaliar se seu NCM está sujeito a cotas, prazos estendidos ou eventuais restrições antes de estruturar a estratégia de compras. 

O acordo já está valendo?  

Apesar de assinado, o acordo ainda não está em vigor. Ou seja, não há, neste momento, redução imediata de Imposto de Importação para produtos originários da União Europeia. 

Para que passe a produzir efeitos, o Acordo precisa: 

  1. ser aprovado pelos Parlamentos dos países do Mercosul; 
  2. ser ratificado pelas instâncias competentes da União Europeia; 
  3. ter os cronogramas tarifários e regulatórios internalizados em cada país. 

No momento, não há um prazo definido para conclusão desse processo, mas existe uma expectativa de que as etapas avancem ao longo de 2026. Este é o período ideal para os importadores mapearem NCMs, revisar fornecedores e estruturar estratégias de compras que permitam utilizar os benefícios quando o acordo entrar em vigor. 

Conte com a WM Trading para navegar nesse novo cenário 

A WM Trading acompanha de perto as atualizações regulatórias e medidas que impactam os importadores brasileiros, como o Acordo Mercosul-UE, e orienta os clientes para aproveitar as melhores condições de importação. 

Seja para importar produtos da Europa ou de qualquer outro mercado, a WM está preparada para: 

  • estruturar toda a operação de importação com previsibilidade e acompanhamento em tempo real 
  • analisar a estrutura tributária, enquadramento regulatório e os riscos de compliance da sua operação 
  • garantir que sua empresa esteja pronta quando os benefícios começarem a valer 

O acordo ainda está em discussão, mas o planejamento começa agora. Fale com um especialista da WM e aprimore suas operações!

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