Reforma Tributária na importação: o que revisar antes de 2027?

A Reforma Tributária vai mudar a forma como empresas que importam no Brasil calculam custos, aproveitam créditos, revisam preços e organizam a documentação das operações. Antes de 2027, o momento é de diagnóstico: mapear riscos, revisar processos e preparar a estrutura fiscal, comercial e operacional para a transição.
Para empresas importadoras, a mudança não deve ser tratada apenas como tema contábil. Ela pode afetar a formação do custo final da importação, o uso de créditos tributários, os incentivos fiscais, os contratos comerciais e a governança documental.
O que muda para empresas importadoras?
A Reforma Tributária substitui parte dos tributos atuais sobre consumo por um novo modelo baseado em CBS e IBS. Na prática, empresas que importam precisarão revisar como os tributos entram no custo da operação e como os créditos serão registrados, aproveitados e comprovados ao longo da cadeia.
Essa revisão precisa começar antes da virada do novo modelo. Operações estruturadas apenas com base nas regras atuais podem ter inconsistências quando contratos, sistemas e documentos passarem a conviver com as novas exigências.
Pontos que sua empresa deve revisar antes de 2027
Custo de importação
A nova estrutura tributária pode alterar a composição do custo final das operações. Por isso, empresas importadoras precisam simular o custo total considerando tributos, despesas logísticas, regimes aplicáveis, prazos de desembaraço e fluxo de caixa.
Créditos e incentivos fiscais
Será importante entender como créditos e benefícios serão tratados no novo modelo. Empresas que dependem de incentivos fiscais, créditos acumulados ou regimes específicos devem mapear quais pontos continuam, quais mudam e quais precisam de acompanhamento regulatório.
Formação de preço
Novas regras exigem revisão de margens, simulações e premissas comerciais. Preços definidos hoje podem atravessar períodos de transição tributária, principalmente em contratos de fornecimento, distribuição ou operações recorrentes de importação.
Documentação e governança
Operações sem estrutura documental podem gerar retrabalho, inconsistências e maior exposição fiscal. NCM, documentos de importação, contratos, notas fiscais, registros internos e controles de crédito precisam estar alinhados ao modelo tributário aplicado.
O que fazer agora?
- Mapear operações de importação mais relevantes para a empresa.
- Revisar a composição atual do custo de importação.
- Identificar créditos, incentivos e regimes fiscais utilizados.
- Simular impactos na formação de preço.
- Revisar contratos com vigência após 2027.
- Acompanhar atualizações sobre CBS, IBS e regras de transição.
- Fortalecer a governança documental das operações.
A empresa não precisa ter todas as respostas agora. Precisa saber onde estão os riscos e quais decisões exigem preparação antes da transição.
Como a WM Trading pode apoiar sua empresa
A WM Trading acompanha os impactos da Reforma Tributária no comércio exterior para apoiar empresas importadoras com inteligência tributária, logística e operacional.
Nossa análise e planejamento é completo, considerando custo de importação, documentação, incentivos fiscais, compras, contratos e previsibilidade da operação.

